1 – As Frases de Alarme

Um dos mitos que muitas pessoas falam sobre o suicídio é de que uma pessoas nesta situação faz isso somente para chamar a atenção e não pretende, de fato, terminar com sua vida. Isso não é verdade, falar sobre isso pode ser um pedido de ajuda”, afirma Mônica Kother Macedo, psicanalista especializada em suicídio e professora da PUCRS. Adriana Riso, engenheira agrônoma voluntária da ONG Centro de Valorização da Vida (CVV) já atendeu milhares de ligações de pessoas que pensavam em suicídio. 

Algumas das frases mais comuns ouvidas por elas foram “não aguento mais”, “eu queria sumir” e “eu quero morrer”. Então, se você ouvir um parente ou amigo falando algo do tipo, preste muita atenção.

2 – Mudanças repentinas

Podemos dizer que as mudanças na vida é tão comum quanto respirar, mas que algumas mudanças podem ser muito. traumaticas quando não estão preparados para tal mudanças. Pessoas fragilizadas pela depressão ou outro problema psiquico dificilmente terão condições de encarar uma mudança tao inesperada assim, como por exemplo; perder um emprego.

“Alguém tinha um hobby e abandona tudo , era super vaidoso e fica desinteressado. No momento desta mudança de comportamento é o momento em que nos aproximamos da pessoas para saber o que esta acontecendo, porque quem sabe no momento de ‘dividir’ ela vai entender algo”, diz Macedo

3 – A Depressão e Drogas

Para cada suicídio há entre 10 e 20 tentativas, ou seja, quem tentou suicídio está muito mais vulnerável. Segundo, o Psiquiatra Humberto Correa da Silva Filho, vice-presidente da Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio; “Uma tentativa de suicídio é o maior preditor de nova tentativa e de suicídio”

Quase 100% das pessoas que se suicidaram enfrentavam algum problema mental – a maioria destes casos DEPRESSÃO. Uma pessoa que esta sofrendo de depressão deve receber maior atenção. Se no caso a pessoa for consumidor de alcool ou outras drogas, atenção redobrada.

“Depressão e consumo de álcool e drogas é responsável pelo maior número de mortes no mundo todo” afirma o psiquiatra Jair Segal.

4 – Aborrescência ou não?

Nos últimos 10 anos a taxa de suicídios entre os jovens brasileiros aumentou mais de 30%. “Existe uma falsa ideia de que a depressão atinge mais pessoas adultas. Adolescentes apresentam outros sintomas, ele vai se trancar no quarto, não vai falar com ninguém, e isso vai e pode ser entendido como fenômeno da adolescência normal, já que o adolescente não consegue expressar seu sofrimento de uma forma mais clara”, explica Segal.

5 – Mundo Preto no branco

Somente 15% dos gravemente deprimidos vai se suicidar, mas a depressão severa continua sendo a maior causa do suicídio. Por este motivo é necessário ficar atento quando a pessoas demonstra zero interesse na vida ou nos outros. “Para uma pessoa deprimida, o mundo deixa de ser colorido, é preto e branco. Ela tem uma baixa autoestima, desinteresse por todos e fica mais voltada para ela mesma”, como explica o psiquiatra Aloysio Augusto d’Abreu. Quando uma pessoas esta em depressão severa, ela se isola dos outros e não vê motivos para continuar vivendo. Isso é um ALERTA DE URGÊNCIA.

6 – Parece, mas não é

Um dos casos que mais marcou o psiquiatra d’Abreu foi o de um paciente muito deprimido que simulou uma melhora para passar o final de semana em casa e, lá, usar uma espingarda para se matar. A simulação de melhora é comum em diversos casos de suicídio, então, se uma pessoa normalmente é deprimida vir a parecer subitamente alegre, é importante acompanhar-la para garantir que ela não tentara o suicídio.

O que podemos fazer?

Segundo o psiquiatra da Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio Carlos Felipe Almeida D’Oliveira, o ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Ao conversar, procure não falar muito e ouvir mais, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida. “Se possível, acompanhe-a a um profissional de saúde e peça orientação”, diz. Outra medida é retirar acesso de ferramentas potencialmente destrutivas dentro de casa – como arma, remédios e substâncias tóxicas – para evitar o uso delas em um impulso.

Fonte: Revista Galileu – Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio Carlos F de Almeida.

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