Os Dez Mandamentos do Estudante de Linguagem Corporal

Se você deseja aprender linguagem corporal nós podemos te ajudar. Porém, muito além de saber o conteúdo, é necessário ter um compromisso. O estudo da Linguagem Corporal deve servir, assim como todo conhecimento, para nos fazer crescer, e todo aprendizado requer cuidado, atenção e respeito.

As vantagens de estudar linguagem corporal você já conhece (se não conhece, clica aqui), os erros mais comuns de cometer no início dos estudos também (se não conhece, clica aqui). Mas o que venho compartilhar hoje não é de minha autoria – está no livro ” What Every BODY is Saying ” do autor, e ex agente do FBI, Joe Navarro (recomendo) – mas tenho certeza que será muito enriquecedor a todos aqueles que desejam estudar com dedicação e compromisso a comunicação não verbal.

Essa preocupação com o compromisso e responsabilidade com a comunicação não verbal foi algo que até então pouco havia sido comentado aqui na página, mas uma pessoa (uma profissional muito responsável e comprometida com seu trabalho que pesquisa e trabalha com a comunicação não verbal – Sônia Coelho),  que muito nos ajuda com suas observações pertinentes aqui no Linguagem Corporal em Foco tocou nessa tecla e nos fez refletir bastante. Afinal, nenhum conhecimento em si é ruim, porém sem ética ele pode se tornar perigoso.

Os Dez Mandamentos do Estudante de Linguagem Corporal

What-every-body-is-saying

1 – Aprenda a observar o ambiente em que se encontra.

O ambiente pode trazer consigo muitas significações. Você pode estranhar e suspeitar quando encontrar alguém em uma praia vestido com um casaco preto e capuz, mas a mesma análise não poderá ser levada em consideração se, em um ambiente frio, você avistar alguém vestido desta maneira.

 2 – Observe o contexto para que possa fazer uma análise correta.

Contextualizar é a palavra-chave. Em uma leitura corporal o contexto nunca deve ser ignorado. Observe todo os contextos que puder, em relação a individualidade da pessoa que deseja analisar, em relação ao ambiente em que ela se encontra, em relação a suas crenças, culturas e costumes, etc.

3 – Identifique comportamentos não verbais universais.

Saber quais são os comportamentos não verbais universais te dará um norte quando a análise for de alguém que faça parte de uma cultura diferente da sua.

Segundo foi constatado por Paul Ekman, as expressões faciais primárias são universais. Ou seja, são inatas a todos os seres humanos, e pessoas de todas as culturas conseguem identificá-las, apesar de, dependendo da cultura, apresentarem atribuições diferentes.

Por exemplo, o ato de sorrir no Japão pode significar desafio e agressividade, e sorrir para estranhos na Rússia é considero um comportamento suspeito.

4 – Identifique comportamentos não verbais particulares.

Observe se a pessoa que você vai analisar tem algum padrão de comportamento referente a algum costume, mania, crença ou cultura que favoreça tal padrão.

5 – Estabeleça a base-line das pessoas que for analisar.

Estabelecer a base-line de alguém nada mais é que identificar como é o comportamento considerado normal desta pessoa, e, a partir da baseline, o que for diferente pode indicar uma mudança no estado emocional.

6 – Observe o conjunto gestual.

O conjunto gestual diz respeito aos gestos que acompanham uma certa fala, um grupo de gestos realizados antes, durante e depois que vão indicar como alguém está se sentindo, de fato.

7 – Observe a mudança do comportamento que sinalizam mudanças de pensamentos, emoções, interesses e/ou intenções.

Como dito no mandamento número 5, qualquer mudança da base-line do sujeito diz respeito a mudanças no estado emocional que podem ocorrer por meio de pensamentos, reflexões e intenções da pessoa.

8 – Aprenda a encontrar pistas de incongruência entre o verbal e não verbal.

9 – Saiba distinguir sinais de conforto e desconforto.

Muitas vezes, sob pressão, uma pessoa pode sentir desconforto ao relevar algo. Logo, outra forma de encontrar incongruências é observar se alguém se sente desconfortável ao falar sobre algo ou não. (Não esquecendo, claro, do contexto).

10 – Seja sutil em suas observações.

A análise e leitura da linguagem corporal devem ser feitas de forma minuciosa e cuidadosa, mas também, sutil. Observar alguém e deixar claro que observa pode causar desconforto e uma situação desagradável entre você e quem observa.

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